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sábado, 1 de junho de 2013

Caso Mirassol

Estava trabalhando na produção de um VCD, e a conversão do vídeo ia demorar uns 40 minutos, então comecei a folhear o livro Inexplicado e encontrei uma matéria com o título Caso Mirassol. Achei este caso interessante, por ocorrer em Mirassol, uma cidade vizinha a São José do Rio Preto, e envolver pesquisadores de São José do Rio Preto. (Para quem não sabe, o webmaster reside em SJRPreto.)
Abaixo esta a matéria completa sobre o assunto.


Representação dos sequestradores de Antônio Carlos Ferreira. Essees humanóides de 1,20 metros de altura conservaram seus capacetes respiratórios no interior da nave-mãe, o que sugere a presença de espécies alienígenas diferentes nesse contato
Os dois primeiros contatos de Antônio Carlos Ferreira foram publicados em detalhe no número 7 da revista O VNI Documento, editada por Irene Granchi. Em seu parecer sobre o caso, apresentado no II Congresso Internacional de Ufologia, realizado em Brasília, em 1983, essa conceituada pesquisadora afirma que “temos uma experiência genética funcionando como elemento motivador dos sequestros”.
Resta saber com que objetivos os alienígenas estariam desenvolvendo tal experiência. Mas é impossível apresentar uma resposta categórica. Tudo o que se pode fazer é formular hipóteses de trabalho coerentes com o nível de informações ufológicas hoje disponíveis.
A miscigenação com seres humanos parece significar, num primeiro momento, a intenção de possibilitar aos extraterrestres a vida na superfície de nosso planeta. Estariam planejando uma invasão? Se assim fosse, já poderiam ter utilizado sua tecnologia – que os conduz através do espaço – para nos destruir.
Uma hipótese mais simpática é a de que passariam, num futuro mais ou menos próximo, a viver aqui, transmitindo-nos várias formas de evolução tecnológica e ampliando nosso conhecimento sobre o universo e até sobre o próprio ser humano.
Mas por que esse interesse pela Terra, um planeta da periferia da galáxia? As respostas foram fornecidas a centenas de testemunhas de conta-tos; o fato de se mostrarem ocasionalmente contraditórias é mais um desafio para os ufólogos.
Algumas espécies alienígenas declararam-se descendentes de populações terrestres: terríveis catástrofes em seus planetas as teriam levado a realizar, em sentido inverso, a viagem empreendida por seus antepassados. Outros ETs declararam-se civilizações, afirmando que os terrestres seriam descendentes de colônias alienígenas aqui estabelecidas.
Essas hipóteses não esgotam o assunto nem são necessariamente excludentes: quando se pensa na vastidão da galáxia, pode-se imaginar uma cadeia ininterrupta de transmissão e recepção desse frágil e precioso bem que é a vida. Só o tempo dará uma resposta definitiva – e tudo indica que esse momento se aproxima.
“Deixe de fumar e não se case no religioso”
Contato imediato de quarto grau: Mirassol, São Paulo, Brasil
28 de junho de 1979
Antônio Carlos Ferreira é um jovem negro de boa aparência, semi-analfabeto, bastante responsável e trabalhador. Até a noite de 27 de junho de 1979, suas informações sobre OVNls eram praticamente nulas, devido à falta de instrução. Empregado como vigia noturno, nem mesmo assistia aos programas jornalísticos da televisão. Na madrugada do dia 28, porém, viveu um encontro imediato de quarto grau – na verdade, o primeiro de vários contatos que se estenderam pelo menos até 1985. Esse CE4 mereceu destaque nos anais da ufologia internacional, e suas implicações fundamentam novas e perturbadoras hipóteses sobre as intenções dos alienígenas em nosso planeta.
Às 17 horas do dia 27, Antônio Carlos iniciou mais um período de trabalho como vigia nas obras de uma fábrica na cidade paulista de Mirassol. Devia marcar o ponto de quinze em quinze minutos; exatamente às 3 horas do dia 28, quando se dirigia ao banheiro, percebeu um estranho objeto que descia no pátio, a cerca de 60 metros de onde se encontrava. O rapaz decidiu investigar o que sucedia. E, ao sair do banheiro, preparou com três hominídeos de aproximadamente 1,20 meio de altura, numa espécie de uniforme branco e brilhante que lhes cobria o corpo todo. Havia uma pequena caixa na frente dos trajes e outra, maior, na parte de trás, ligada por um tubo ao capacete respiratório. O vigia verificaria mais tarde que seus seqüestradores permaneceram de capacete mesmo no interior da nave-mãe. Os alienígenas projetaram sobre ele uma luz vermelha proveniente de um objeto quadrado de aproximadamente 15 centímetros, imobilizando-o.
Em seu depoimento. Antônio Carlos aponta que a nave estacionada no pátio apresentava for-ma ovalada, com cerca de 2 metros de base por 2,5 metros de altura. Era cinza-clara, sem luminosidade quando estacionada e apoiava-se sobre um tripé. Os alienígenas transportaram-no para seu interior. O rapaz, imobilizado, teve a impressão de flutuar – e foi possível comprovar depois que suas pegadas desapareciam de repente, a alguns metros do banheiro. A porta de entrada da nave era baixa e retangular e dava acesso a um ambiente de luminosidade vermelha difusa, onde ele viu um painel cheio de botões.

Nave em formato oval para a qual foi conduzido Antônio Carlos, imobilizado por um raio vermelho. O aparelho dirigiu-se em seguida a nave-mãe, de dimensões bem mais amplas.
Logo em seguida, o OVNI decolou. Antônio Carlos recorda que sentiu um ligeiro "zumbido” nos ouvidos, enquanto uma sensação de frio tornava conta de seu corpo. Provavelmente perdeu os sentidos, pois conserva apenas vaga lembrança de ter entrado no bojo de um aparelho maior, que seria uma nave-mãe.
Ao voltar a si, o rapaz encontrava-se numa sala bem mais ampla que a da nave que o transportara até ali. Viu então dez ou doze tripulantes: metade tinha pele verde e os outros escura. cor de chocolate. Todos usavam trajes branco-brilhantes, possuíam cabeça avantajada. olho¿ e boca relativamente grandes, nariz fino e comprido. orelhas também grandes e pontudas. Nos seres verdes, havia cabelos lisos e negros: nos demais, uma carapinha vermelha. Falavam uma língua desconhecida, e suas vazes apresentavam timbre agudo, porém agradável.
Desenhos feitos por Antônio Carlos, para ajudar na confecção do retrato falado dos extraterrestres
Retrato falado

Moreno de cabelo carapinha vermelho

Retrato falado dos alienígenas de pele escura, cor de chocolate e carapinha vermelha.

Verde de cabelo preto e liso

Retrato falado dos alienígenas de pele verde e cabelos pretos e lisos.
A sala estava equipada com painéis e apare-lhos semelhantes a televisores. A iluminação interna era vermelha e verde. Existia ainda uma espécie de balcão, atrás do qual se encontrava um homenzinho verde que parecia dar instruções aos outros. Antônio Carlos imaginou que fosse o comandante da nave. Ele também se recorda de ter observado por uma janela, na parte externa do OVNI, um circulo que girava a grande velocidade e emitia uma luz vermelha.
Essas foram suas únicas lembranças do contato. Às 5 horas da manhã, no momento de deixar o trabalho, o rapaz encontrava-se sentado na entrada do banheiro, compreensivelmente perturbado. Havia marcas de seus passos no so-lo, numa extensão de alguns metros, aproximando-se da porta do banheiro, como se alguém o tivesse depositado a pouca distância dali.
Uma criança para os ETs
Ao “acordar”, Antônio Carlos estava atordoado e com um pouco de enjôo. Sentia forte ardor nos olhos e um formigamento por todo o corpo. Trazia um sinal de queimadura no braço esquerdo, e no direito a marca de uma picada na veia. Seu corpo apresentava hematomas, principalmente nas costas. Havia manchas na camisa e sua cueca estava reduzida a tiras.
O rapaz dirigiu-se para casa, bem perto do local onde trabalhava. Sua mãe, dona Guaraçay dos Santos, estranhou seu comportamento: quieto, calado, nem quis tomar café. Foi para a cama depois de um banho rápido. Preocupada, dona Guaraçay perguntou-lhe se estava doente; o rapaz respondeu que se sentia apenas
feliz:
– Estou tão contente, hoje!
E contou-lhe o ocorrido. A mãe não acreditou: imaginou que ele tivesse sofrido algum assalto. Discutiu essa possibilidade com o encarregado do serviço na construção e, em seguida, dirigiu-se à casa do investigador policial José Zanvello Neto, pedindo-lhe que visitasse o local. Foi ele quem descobriu os misteriosos rastros de ida e volta que desapareciam a poucos metros do banheiro.
O fantástico relato logo se difundiu por Mirassol, chegando ao conhecimento dos integrantes do Grupo Aura, organização local de pesquisas ufológicas. O professor Ney Matiei Pires, residente na cidade, encarregou-se da investigação do caso e procurou Antônio Carlos. No dia 14 de julho realizou-se a primeira entrevista com o rapaz.
Mais tarde, para recuperar as informações correspondentes a duas horas de lapso temporal, os pesquisadores decidiram utilizar o método da regressão hipnótica. As sessões ocorreram no Instituto Braid, em São José do Rio Preto (SP), sob a responsabilidade do parapsicólogo Álvaro Fernandes, outro integrante do Grupo Aura. A primeira sessão, em 5 de agosto, foi uma regressão indireta, empreendida por meio de uma sensitiva em transe hipnótico. A segunda, no dia 19, uma regressão direta, realizou-se na presença do médico e ufólogo Walter Karl Biihler, presidente da Sociedade Brasileira de Estudos sobre Discos Voadores, sediada no Rio de Janeiro.
Antônio Carlos relatou, sob hipnose, que, ao chegarem a nave-mãe, os seqüestradores fizeram-no flutuar até o interior da sala. Um aparelho semelhante a uma televisão parecia informá-los sobre as emoções e os pensamentos do terráqueo, pois, sempre que a ele se dirigiam, manipulavam os botões de controle.
O rapaz foi colocado num divã. De repente, avistou uma alienígena completamente nua, de pele cor de chocolate e cabelos vermelhos. Tinha características faciais semelhantes às dos companheiros, mas era bem mais alta, por volta de 1,50 metro. Possuía dentes parecidos aos dos humanos, mas pele fria e hálito desagradável. O rapaz achou-a feia, a ponto de sentir arrepios quando se tocavam.
Os humanóides deram-lhe, para cheirar, alguma coisa que o deixou enfraquecido. Tiraram-lhe toda a roupa, chegando a rasgar algumas peças, aplicaram uma injeção em seu braço esquerdo e colocaram um aparelho no direito. Antônio Carlos continuava a repelir a alienígena de seios pequenos e pêlos púbicos vermelhos, que demonstrava clara intenção de copular com ele. Então os outros seres passaram uma espécie de óleo por todo o seu corpo, com exceção do rosto, e ele teve relações sexuais com a mulher ET. Durante o coito, o aparelho permaneceu em seu braço – provavelmente para medir e registrar suas reações físicas.

Mulher extraterrena de cabelo vermelho
Mais tarde, os humanóides devolveram-lhe as roupas, dizendo que não tivesse medo, pois seria levado de volta. Informaram que eram de outro planeta e estavam fazendo experiências: precisavam de um filho dele para futuras pesquisas. Declararam ainda que a criança seria do sexo masculino; iriam trazê-la algum dia, para que a conhecesse. A seguir, deram-lhe algo “ruim” para beber e levaram-no à nave de transporte, que o deixou a poucos metros da entrada do banheiro.
Contatos sucessivos
O seqüestro de Antônio Carlos Ferreira apresenta características semelhantes a um caso clássico da ufologia brasileira, o do mineiro Antônio Villas Boas. Mas havia a promessa de encontros subsequentes: o Grupo Aura e outras organizações de pesquisas ufológicas passaram a aguardar novas noticias.
Estas não demoraram a surgir. Na manhã de 10 de setembro de 1979, dona Guaraçay procurou o professor Ney Matiei Pires e relatou que seu filho fora contatado por seres alienígenas na noite anterior, quando estava na casa da noiva. Mais tarde, ao sair do trabalho, o rapaz forneceu informações com maiores detalhes. Ocorrera, na verdade, uma espécie de comunicação mental. As entidades prometeram ajudá-lo a “melhorar de vida”, mas repreenderam-no pela divulgação do caso e por ter se submetido à regressão hipnótica. Chegaram a interferir em seu livre-arbítrio, dizendo-lhe que não deveria mais fumar nem casar-se no religioso.
Após uma interrupção de quase três anos, Antônio Carlos voltou a ser contatado em 7 de agosto de 1982. Seguiu-se novo encontro em 31 de dezembro; nos primeiros meses de 1983 ocorreram diversos contatos, em datas pouco precisas e circunstâncias variáveis. Num deles, os alienígenas lhe mostraram seu filho, semelhante à mãe e aos outros ETs; noutro, realizado na casa dos pais de Antônio Carlos, alvejaram-na com uma luz que lhe queimou a camisa. Em 1985, os contatos continuaram, a intervalos irregulares.

Os três sequestradores de Antônio Carlos traziam em seus uniformes, mais ou menos no local onde ficaria o bolso esquerdo de uma camisa. O desenho foi feito pela equipe de pesquisas ufológicas que investigou o caso Mirassol.
Bibliografia:
PIRES, Iracema. "Caso Mirassol". In: - Inexplicado. Editora rioGráfica, 1985, ...Volume 2, pag. 488-490.

Caso Tasca

O famoso Caso Tasca relato um sequestro alienígena ocorrido em 14 de dezembro de 1983.

Antônio Tasca mostra o local onde foi abduzido, no oeste de Santa Catarina. No detalhe, as marcas em suas costas.
Na época, antônio Nelson Tasca tinha 42 anos e dirigia seu carro, uma Brasília, em direção a Chapecó (SC), quando se sentiu atraído para uma estrada de terra sem entender por que. Mal entrou nessa estrada e avistara um estranho aparelho de formato circular. O UFO flutuava a cerca de um metro do chão. Imediatamente, Taca tentou se aproximar do aparelho para poder observá-lo melhor, mas teve de recuar em função das ondas de calor que emitia. Subitamente, uima espécie de esteira luminosa saiu do objeto e pegou-o pelos pés, levando-o em direção da nave. Neste exato momento, Tasca perdeu a consciência. quando acordou, estava deitado com os braços e pernas grudados ao corpo, num ambiente extremamente gelado e escuro."fui assaltado pela povorosa idéia de que estava enterrado vivo", declarou.
Tasca teve a impressão de que dias ou três criaturas começaram a tocar suas pernas e encostar algum tipo de instrumento fino em seu corpo. como o ambiente estava extremamente escuro, foi impossível para ele observar exatamente o que estava acontecendo. Passados alguns instantes, Tasca foi levantado pelos ETs para um outro compartimento da nave, onde a temperatura era mais amena. Os seres então saíram e logo em seguida o ambiente ficou claro. Era uma pequena sala de mais ou menos 3 m de comprimento por 2,6 de largura e 2 de altura. Suas paredes eram feitas de uma espécie de metal. O interessante é que spo nesse momento o abduzido percebeu que estava nu, localizando suas roupas no piso ao lado.
Repentinamente, uma mulher de baixa estatura apareceu pela entrada da sala. Era quase uma anã, segundo Tasca, que calculou que teria cerca de 1,2 m. A criatura usava uma saia e calçava sapatilhas da cor anil. "Ela fixou-me o olhar com tal intensidade que tive a impressão de estar sendo invadido e devassado até as mais íntimas reentrâncias da alma". Através de uma suposta comunicação telepática, Tasca obteve algumas respostas sobre o que estaria acontecendo. A alienígena informou se chamar Cabalá e que era procedente de um mundo denominado Agali. Uma música com um tímbre diferente de qualquer coisa que Tasca já ouvira começou a ser tocada. Logo em Seguida, a mulher deitou nua numa espécie de divã, que o abduzido não soube determinar de onde havia surgido. tomado por intensos desejos sexuais, Tasca acabou tendo relações sexuais com Cabalá.
Depois de consumada a relação sexual, a ET informou que nasceriam dois filhos daquela união e que receberiam o nome de Mada e Madana. Logo em seguida, retirou-se da sala deixando-o sozinho. O local ficou novamente escuro e Tasca pode sentir que pelo menos tres criaturas estariam lhje cutucando com algum tipo de aparelho fino. Depois desse acontecimento, ele acordou deitado na grama próximo a BR-282, em Chapecó (SC), à 5 Km do local onde havia começado a experiência.
A Marca
Além das lembranças que marcaram sua vida, talvez a única prova desse contato de 4º grau é um sinal em forma de W que traz nas costas. Segundo Tasca, a forma de gravação da letra é incompreendida até mesmo por médicos que o examinaram na ocasião. A lesão foi feita sobre a espinha dorsal e analisada pelos médicos Júlio Zawadscki, Madalozzo e Carlos Reis - conta. Ao contrário de marcas feitas a ferro, os pêlos “não” foram destruídos. Antonio Tasca afirma que nunca chegou a sentir dor, febre, prurido ou eritrema.
Fonte:
- Stabolito, REINALDO. Miscigenação Cósmica in:- Revista UFO. Editora Mythos,. Edição 93, 2003, pag 33.

Caso Roswell = Encerrado?


Máteria gentilmente cedida por Alexandre T. Castro, do site Projeto Ockham
Introdução

Roswell é certamente o nome mais famoso da ufologia mundial. Referências à suposta queda de um disco voador próximo a esta pequena cidade americana, em 1947, são encontradas até hoje em filmes (como "Independence Day"), séries de TV (Arquivo-X, Taken e, é claro, Roswell, entre outras), livros, sites da Internet e assim por diante. A cidade de Roswell virou uma espécie de "Meca" ufológica e tem nesse incidente uma considerável fonte de renda. Mas até hoje, mais de cinqüenta anos depois do acidente, a controvérsia permanece: mito ou a mais bem guardada conspiração da história?
O incidente
Em 14 de junho de 1947, um fazendeiro chamado Mac Brazel encontrou um conjunto de destroços incomuns em sua propriedade, próxima à cidade de Roswell, no estado americano do Novo México. A princípio, Brazel não lhes deu importância, já que estava acostumado a encontrar restos de balões meteorológicos. Dez dias depois, porém, o piloto Kenneth Arnold relatou o primeiro encontro com discos voadores da história. Enquanto sobrevoava os estados do Oregon e Washington, Arnold avistou o que seriam aeronaves voando em formação e descreveu seu movimento como o de pedras ou discos deslizando na superfície de um lago. A cobertura da imprensa logo cunhou o termo "disco voador", dando início a uma paranóia nacional, que resultou em quase mil relatos de avistamentos de discos voadores nas semanas seguintes.
Ao ir até a cidade e ficar sabendo dos "discos voadores", Brazel decidiu reexaminar o que tinha encontrado semanas atrás. Brazel julgou que o material prateado dos destroços tinha uma aparência muito futurística para ser um simples balão meteorológico e avisou o xerife da cidade. O xerife, por sua vez, entrou em contato com a base aérea do Exército em Roswell (sede do 509th Bomb Group - a unidade que havia sido criada especialmente para o bombardeio nuclear do Japão ao final da Segunda Guerra Mundial), que enviou dois oficiais de inteligência, o Major Jesse Marcel e o Capitão Sheridan Cavitt.

O Major Marcel recolheu o material e o transportou para a base de Fort Worth, para uma análise mais detalhada. Enquanto isso, no dia 8 de julho, a base de Roswell (comandada pelo Coronel William Blanchard) divulgou uma nota oficial informando que havia tomado posse dos destroços de um disco voador, o que imediatamente motivou uma manchete no jornal local, o Roswell Daily Record, - "RAAF [Roswell Army Air Field] captura disco voador em rancho na região de Roswell". A notícia também relatava que um casal da região havia avistado o que pensava ser um disco voador alguns dias antes.
Enquanto isso, na base de Fort Worth, os destroços foram rapidamente identificados como papel alumínio, elásticos de borracha, fita adesiva e compensado - os restos de um dispositivo empregado em balão meteorológico. O General Roger Ramey, comandante da 8a. Força Aérea (a quem a base de Roswell era subordinada) chamou a imprensa e apresentou suas conclusões, permitindo que parte do material fosse fotografada com o Major Marcel. A foto de Marcel com o material apareceu nos jornais do dia seguinte, junto com a notícia de sua identificação
Mas a história original já havia corrido o resto do país (e até outros países), antes que a notícia da identificação fosse publicada. O escritório do xerife, a base de Roswell e o jornal local foram inundados de ligações, em busca de notícias sobre o disco voador. Eventualmente, o desmentido teve efeito, fazendo com que a história sumisse dos jornais (apesar de Brazel ainda defender que o que havia encontrado não podia ser um balão meteorológico). Ao final do ano, o incidente de Roswell havia sido esquecido e ficaria registrado apenas como um fiasco de relações públicas do Exército americano e uma nota de rodapé na história da ufologia. Até o ano de 1978...

O renascimento
Em 1978, Stanton Friedman, um físico nuclear convertido em pesquisador e escritor de livros sobre UFOs, teve contato com Jesse Marcel (que havia deixado o exército e trabalhava consertando televisões). Marcel, que, como Brazel, não acreditava que os destroços encontrados eram de um balão, relatou a sua versão da história.

Inicialmente, as informações de Marcel eram escassas demais para que Friedman as investigasse (Marcel não lembrava mais em que ano o incidente havia ocorrido). Mas aos poucos Friedman e outros pesquisadores foram obtendo mais informações e descobrindo outras testemunhas. Enquanto isso, Friedman conseguiu que uma entrevista com Marcel fosse publicada no tablóide National Enquirer, onde Marcel afirmava que nunca tinha visto nada como o material encontrado em Roswell, que teria origem extraterrestre. Assim o assunto Roswell voltou às manchetes e Marcel virou uma celebridade no mundo da ufologia.

Eventualmente, baseando-se principalmente em relatos de diversas testemunhas que foram sendo descobertas a partir da volta de Roswell às manchetes, pesquisadores publicaram os primeiros livros defendendo a tese de que os destroços de Roswell eram de uma nave alienígena, com destaque para "The Roswell Incident", de Charles Berlitz e William Moore; "UFO crash at Roswell" e "The truth about the UFO crash at Roswell", de Kevin Randle e Donald Schmitt e "Crash at Corona", de Stanton Friedman.

Ainda que divergissem em seus detalhes, as teorias apresentadas nestes livros tinham a mesma linha básica. Os destroços encontrados em Roswell seriam de uma nave alienígena que, por algum motivo desconhecido, teria se acidentado. Ao identificarem os destroços, os militares americanos teriam iniciado uma campanha de desinformação para acobertar a verdadeira origem do material, apresentando a versão oficial de que seriam restos de um balão meteorológico. Na verdade, o material teria sido encaminhado para análise em instalações secretas de pesquisa e todas as informações relacionadas teriam sido objeto de uma conspiração governamental para esconder a verdade do público.

Variações encontradas nas teorias incluem o número de locais onde teriam sido encontrados destroços (bem como suas localizações), o número de naves que teriam se acidentado, a quantidade de destroços encontrados, a existência ou não de corpos de alienígenas (e seu número) e a descrição dos materiais.
Stanton Friedman publicou mais tarde, no livro "Top Secret/Majic", o que seriam evidências documentais da existência de um grupo governamental clandestino dedicado exclusivamente a acobertar o incidente de Roswell. Este grupo, constituído por doze pessoas e chamado de Majestic-12, coordenaria todos os estudos secretos sobre os destroços e os corpos de alienígenas recuperados.

Outra suposta evidência documental de que os destroços encontrados em Roswell eram mesmo de uma nave alienígena estaria nesta foto, do General Ramsey e um de seus oficiais junto com os destroços. Na foto, o General segura um documento, no qual poderia ser lido as frases "vítimas dos destroços" e "no disco". Uma imagem da ampliação pode ser vista aqui.

Os personagens
As teorias alienígenas de Roswell se baseiam quase que exclusivamente no depoimento de testemunhas civis e militares. O conteúdo destes depoimentos é vasto demais para ser incluído aqui. Versões resumidas e/ou comentadas podem ser encontradas (em inglês) aquiaqui e aqui. Estas testemunhas incluem:
  • Mac Brazel - o fazendeiro que encontrou os destroços.
  • William Brazel Jr - filho de Mac Brazel; teve contato com o material encontrado e relatou suas propriedades.
"[Uma das peças parecia] algo como uma folha metálica, exceto que não rasgava? Você podia amassá-la e ao largá-la ela imediatamente voltava à forma original? Quase como um plástico, mas definitivamente metálico. Meu pai falou que o Exército havia lhe dito que não era nada produzido por nós."
  • Bessie Brazel - filha de Mac Brazel; teve contato com o material encontrado e relatou suas propriedades.
"[O material parecia] um tipo de papel de alumínio. Algumas peças tinham um tipo de fita grudada. Apesar de parecer uma fita, não podia ser descolada ou removida. Algumas peças tinham algo como números e letras, mas não tinham nenhuma palavra que pudéssemos reconhecer".
  • Loretta e Floyd Proctor, Marian Strickland - vizinhos de Mac Brazel que teriam visto o material encontrado e atestado suas propriedades inexplicáveis e/ou confirmado que Brazel havia sido ameaçado pelos militares para não comentar o incidente.
[Loretta]: "O pedaço que [Mac] trouxe parecia um tipo de plástico marrom claro. Era muito leve, como compensado... Tentamos cortá-lo e ao aproximar um fósforo ele não queimava. Sabíamos que não era madeira. Era liso como plástico? Eu nunca tinha visto algo parecido".
  • Glenn Dennis - dono da funerária de Roswell, que teria obtido informações, de uma enfermeira do hospital da base de Roswell, sobre corpos de alienígenas encontrados junto aos destroços.
"Ela disse que eram três corpos pequenos. Dois deles estavam destruídos, mas havia um que estava em boas condições. E ela disse «vou lhe mostrar a diferença entre a nossa anatomia e a deles. Na verdade, eles pareciam antigos chineses - pequenos, frágeis e sem cabelo«."
  • Barbara Dugger - neta do xerife George Wilcox, a quem Brazel comunicou o incidente. Disse que o avô teria sido ameaçado pelo Exército, para manter a história secreta.
"[Minha avó disse]: Não conte a ninguém. Quando o incidente ocorreu, os militares vieram à delegacia e disseram a George que se contássemos qualquer coisa sobre o incidente, não apenas nós, mas toda a nossa família seria morta... [George] nunca mais quis ser xerife de novo".
  • Frank Joyce e Lydia Sleppy - funcionários de uma estação de rádio de Roswell (KGFL). Lydia teria começado a transmitir uma reportagem sobre o incidente quando foi interrompida pelo FBI. Frank recebeu a primeira nota para imprensa da base de Roswell e teria sido posteriormente ameaçado por militares.
[Frank]:"O telefone tocou e a pessoa se identificou como sendo do Pentágono... e disse coisas bens ruins sobre o que aconteceria comigo. Finalmente... eu disse: «Olha, você está falando de uma nota de imprensa do próprio U.S. Army Air Corps.«...Ele bateu o telefone."
[Lydia]:"Quando tínhamos algo importante, transmitíamos por telex e era eu que digitava... Eu havia digitado o suficiente para ver que era uma história bem importante quando tocou o sinal [de interrupção]. Veio a mensagem: «Aqui é o FBI, parem a transmissão«."
  • Walt Whitmore Jr. - filho do dono da estação KGFL. Descreveu os destroços sem informar como os teria visto.
"[O material era] como uma folha metálica mas não podia ser rasgada ou cortada. Extremamente leve. Algumas vigas que pareciam de madeira tinham algum tipo de inscrição."
  • Major Jesse Marcel - primeiro militar a chegar ao local e principal testemunha. Descreveu os destroços como à prova de fogo, leves e extremamente resistentes.
"Havia fragmentos por toda a área, por volta de 3/4 de milha [1200 metros] de comprimento e algumas centenas de pés de largura... Tentei dobrar o material, mas ele não dobrava. Tentei queimá-lo, mas ele não queimava. O material não pesava nada. Era tão fino quanto o papel metálico de um maço de cigarros. Até tentamos marcá-lo com uma marreta e nada".
  • Jesse Marcel Jr. - filho do Major Marcel (tinha 11 anos na época); relatou a existência de hieróglifos nos destroços e foi o primeiro a citar peças estruturais em forma de I.
“O acidente e os destroços que eu vi deixaram uma marca em minha memória que nunca poderá ser esquecida... Os destroços eram provavelmente o que na época era chamado de disco voador que aparentemente tinha sido exigido além de sua capacidade de projeto... Meu pai disse que obviamente [a história do balão meteorológico] era uma história de cobertura, aquilo não era um balão meteorológico".
  • Coronel William Blanchard - comandante da base de Roswell.
  • Walter Haut - oficial de relações públicas da base de Roswell. Divulgou a primeira nota sobre os destroços.
  • Bill Rickett, Robert Porter, Robert Shirkey, Robert Slusher, Robert Smith - militares da base de Roswell que participaram do transporte do material sob circunstâncias "estranhas". Alguns relataram ver parte dos destroços.
[Porter]:"Nós transportamos os pedaços. [Alguns oficiais] nos disseram que eram partes de um disco voador. Os pacotes [com os pedaços] estavam embrulhados em papel.. era como se eu tivesse pego um pacote vazio, era muito leve. [Os pacotes] cabiam no porta-malas de um carro."
  • Pappy Henderson e Melvin Brown - militares da base de Roswell que morreram antes de serem entrevistados. Seus testemunhos foram obtidos através da entrevista de parentes e amigos. A filha de Melvin Brown, Beverly, relatou que o pai teria visto corpos de alienígenas sendo guardados na base.
[Beverly]:"[Meu pai disse] que um dia todos os homens disponíveis foram chamados para montar guarda onde um disco havia caído. Tudo estava sendo carregado em caminhões e ele não entendia por que alguns deles tinham gelo... Ele e um amigo tiveram que ir na traseira de um dos caminhões... e deram uma rápida olhada ... e viram dois corpos, corpos de alienígenas."
  • J.B. Johnson - o fotógrafo que tirou as fotos dos destroços com o Major Marcel.
  • Gerald Anderson - teria encontrado, junto com seu irmão e seu tio, destroços (e corpos) na planície de San Augustin, a 120 milhas (aproximadamente 190 quilômetros) do rancho de Brazel.
Mesmo entre os vários pesquisadores que defendem a tese alienígena de Roswell, existem divergências quanto à validade de alguns relatos dessas testemunhas.

Glenn Dennis foi a primeira testemunha a mencionar corpos de alienígenas em associação ao incidente de Roswell, em uma entrevista a Stanton Friedman, em 1989. Segundo Dennis, uma enfermeira do hospital da base de Roswell lhe relatou ter participado da autópsia de três corpos de alienígenas, mas logo depois ela teria sido transferida para a Inglaterra. A entrevista de Dennis foi publicada pela primeira vez no livro de Randle e Schmitt ("UFO crash at Roswell"). Após muita insistência, os pesquisadores conseguiram que Dennis informasse o nome da enfermeira - Naomi Maria Self, mas, investigações posteriores revelaram que, nenhuma enfermeira com esse nome, havia servido em Roswell ou em qualquer outra base do Exército. Dennis então admitiu ter informado um nome falso, mas recusou-se a relatar o verdadeiro nome da enfermeira. Atualmente, Kevin Randle considera Dennis a testemunha menos confiável de Roswell.

Outra testemunha controversa é Gerald Anderson. Pouco depois de seu primeiro contato com Jesse Marcel, Stanton Friedman foi abordado por um casal que lhe passou o relato de um amigo, Grady Barnett. Barnett teria encontrado destroços em um segundo local, perto da cidade de Socorro. Barney já havia morrido e o casal não sabia em que ano o fato havia ocorrido, mas eles garantiam que Barney era confiável. Friedman passou então a trabalhar com hipóteses envolvendo os dois locais - Roswell e Socorro. Após aparecer em um programa de TV, Friedman recebeu um telefonema de Gerald Anderson, que afirmava ter visto (junto com seu irmão e seu tio, Ted) destroços de uma nave e corpos de alienígenas na planície de San Augustin (próxima a Socorro). As peças pareciam se encaixar e Friedman defendeu em seu livro "Crash at Corona", a existência de dois locais com destroços de naves alienígenas. A história de Gerald Anderson (que tinha cinco anos em 1947) era confirmada pelo diário de seu tio Ted, mas Kevin Randle (que não havia sido convencido por Anderson) contratou um perito para analisar o diário, descobrindo que o papel era realmente de 1947, mas a tinta com a qual as anotações haviam sido escritas só havia aparecido no mercado em 1974.
Autópsias e Majestic-12
Além da controvérsia envolvendo o incidente original, o caso Roswell gerou outras polêmicas.

A existência de corpos alienígenas nos destroços sempre foi baseada apenas no relato de testemunhas, até o surgimento de um vídeo mostrando o que seria a autópsia de um dos corpos encontrados. O vídeo, apresentado em 1995 pelo produtor Ray Santilli, tem aproximadamente quinze minutos de duração e teria sido obtido diretamente do cameraman que filmou a autópsia em 1947. Estes quinze minutos de filme teriam sido guardados pelo cameraman, que teria entregado ao Exército apenas o restante do filme.
Após uma enorme publicidade inicial, inúmeras falhas e inconsistências no filme foram apontadas por vários pesquisadores. Atualmente, o filme é amplamente considerado uma encenação, inclusive por ufólogos. O filme completo tem uma versão comercial à venda (Alien Autopsy: Fact or Fiction), mas partes podem ser encontradas na Internet, bem como descrições dasfalhas encontradas. E quem melhor para reconhecer uma encenação do que um profissional da área? Em um artigo da revista Time, por exemplo, os especialistas em efeitos especiais para o cinema Steve Johnson (de "Roswell", "O segredo do abismo" e "A experiência") e Stan Winston ("Aliens" e "Jurassic Park") dão sua opinião: O filme é falso. Para quem quiser, dicas para montar e filmar um alienígena falso podem ser encontradas aqui.

Em 1984, os documentos conhecidos como Majestic-12 vieram à público pela primeira vez, quando fotos dos documentos teriam sido enviadas pelo correio para John Shandera. Shandera não tinha nenhum envolvimento com o movimento ufológico, mas era amigo de William Moore (aquele que escreveu "The Roswell Incident", junto com Charles Berlitz). Moore e Stanton Friedman divulgaram os documentos aproximadamente dois anos depois e eles apareceram com destaque em diversos livros, especialmente os escritos por Friedman.

Os documentos Majestic-12 eram um memorando de oito páginas para o Presidente Eisenhower, dando detalhes sobre um acidente com um UFO em Roswell, em 1947, e outro acidente em El Índio, Texas em 1950. Além disso, o documento listava membros de um grupo especial do governo (o Majestic-12 ou MJ-12) envolvido com os UFOs. Havia também um memorando anterior do Presidente Harry Truman para o Secretário de Defesa da época, autorizando a criação do MJ-12.

Cópias dos documentos, bem como documentos relativos a investigação interna do FBI que concluiu que os documentos eram falsos, podem ser vistas aqui. Ainda que muitos pesquisadores (especialmente Friedman) ainda defendam a autenticidade dos documentos, eles apresentam erros que indicam terem sido falsificados. Por exemplo, o posto do Almirante Roscoe H. Hillenkoetter (Diretor da CIA entre 1947 e 1950), que aparece no documento como oficial responsável pelo memorando, está errado. Na época, Hillenkoetter era "Rear Admiral" (equivalente ao Contra-Almirante na Marinha brasileira), dois postos abaixo de Almirante.

Além disso, o pesquisador Philip Klass descobriu que a assinatura do Presidente Truman no segundo memorando é rigorosamente igual à sua assinatura em outro memorando de data anterior, incluindo algumas marcas acidentais, indicando que a assinatura no documento do suposto Majestic-12 é, na verdade, uma fotocópia. Como esse memorando é citado várias vezes no documento supostamente elaborado pelo Almirante Hillenkoeter, isto reforça a tese de que ambos são falsos.

Outros documentos relacionados ao Majestic-12 surgiram posteriormente, mas de autenticidade igualmente contestada. Uma lista completa pode ser encontrada aqui, onde também é possível comprar cópias dos documentos e outros artigos relacionados.
A versão oficial
Na década de 90, a Força Aérea americana realizou, a pedido do General Accounting Office (um órgão de auditoria do governo americano), uma investigação sobre o incidente de Roswell. As conclusões foram publicadas em dois relatórios que podem ser encontrados aqui. O primeiro relatório se concentra na origem dos destroços encontrados enquanto o segundo aborda os relatos de corpos de alienígenas.
Em relação aos destroços, a conclusão apresentada é que eles eram restos de um balão do chamado Projeto Mogul. O Projeto Mogul era um projeto secreto destinado a determinar em que situação estava o projeto soviético de armas nucleares (o primeiro teste nuclear soviético só aconteceria em 1949). A idéia era desenvolver um sistema que conseguisse detectar, à distância, um teste nuclear em território soviético (cujas fronteiras estavam fechadas). Para isso, detectores acústicos de baixa freqüência eram colocados em balões lançados a altas altitudes. Outros pesquisadores também chegaram, de forma independente, à relação entre Roswell e o Projeto Mogul - Robert Todd e Karl Pflock (autor de "Roswell: Inconvenient Facts and the Will to Believe").
Os pesquisadores do Projeto Mogul ainda vivos por ocasião da investigação foram entrevistados, em especial o professor Charles B. Moore, que era o engenheiro-chefe do projeto. Inicialmente baseados na Universidade de Nova Iorque, os pesquisadores se mudaram para a base de Alamogordo, Novo México, de onde os balões eram lançados. Na verdade, o equipamento era carregado por um "trem" de balões - vários balões (inicialmente de neopreno e mais tarde de polietileno) conectados entre si. Também pendurado ao trem de balões ia um alvo de radar - uma estrutura multifacetada de compensado recoberto com papel alumínio - utilizada para rastrear os balões após o lançamento.

A partir dos registros ainda disponíveis sobre o projeto, concluiu-se que os destroços encontrados em Roswell seriam provavelmente do "vôo" número quatro, lançado em 4 de junho de 1947.

O segundo relatório da Força Aérea americana se concentra no problema dos corpos de alienígenas. Ao longo dos anos, várias testemunhas se apresentaram com relatos envolvendo corpos encontrados nos destroços, sendo transportados pelo Exército, sofrendo autópsias, etc. Mesmo entre os pesquisadores que defendem a teoria alienígena existem controvérsias sobre quais destas testemunhas são confiáveis, mas, de qualquer forma, a confirmação da existência de corpos de alienígenas tornaria supérfluo o debate sobre a natureza dos destroços.
As conclusões do relatório são:
  • Diversas atividades da Força Aérea, ocorridas ao longo de vários anos, foram misturadas pelas testemunhas, que as lembraram como tendo ocorrido em alguns poucos dias de 1947;
  • Os alienígenas "observados" no Novo México eram provavelmente bonecos de testes carregados por balões de pesquisa em alta altitude;
  • As atividades militares suspeitas observadas na área eram na verdade as operações de lançamento e recuperação dos balões e dos bonecos de testes;
  • Relatos envolvendo corpos de alienígenas no hospital da base de Roswell provavelmente se originaram da combinação de dois acidentes, cujos feridos foram transportados para Roswell: a queda de um avião KC-97 em 1956, onde 11 militares morreram e um incidente com um balão tripulado em 1959, onde dois pilotos ficaram feridos.
Atualmente, bonecos de testes são amplamente conhecidos pelo público em geral (principalmente por causa de seu uso em testes de segurança de automóveis), mas na década de 50 eles eram desconhecidos fora dos círculos da pesquisa científica. Mas na década de 20, a Força Aérea americana já lançava esses bonecos de aviões como forma de testar modelos de pára-quedas. Na década de 40, eles foram usados para testar assentos de ejeção para caças (que haviam sido inventados pelos alemães). E na década de 50, eles estavam sendo lançados de balões a alta altitude como parte do desenvolvimento de cápsulas de escape para os futuros veículos espaciais.

Entre junho de 1954 e fevereiro de 1959, 67 bonecos foram lançados de balões na região do Novo México, sendo que a maioria caiu fora dos limites das bases militares. Em seqüência aos testes com bonecos, o capitão Joseph W. Kittinger, Jr. realizou, em 1960, o mais alto salto de pára-quedas da história, de um balão a 102.600 pés de altitude (aproximadamente 31.000 metros).
Os bonecos eram transportados em grandes caixas de madeira, semelhantes a caixões, para evitar danos os sensores montados em seu interior. Pelo mesmo motivo, quando retirados das caixas ou após recuperados no campo, os bonecos eram normalmente transportados dentro de sacos plásticos em macas. Em alguns lançamentos, os bonecos "vestiam" uma roupa de alumínio que protegia os sensores das baixas temperaturas encontradas a altas altitudes. Todos estes fatos, além de sua aparência, provavelmente contribuíram para sua identificação como corpos de alienígenas.

A hipótese de que os alienígenas avistados seriam na verdade bonecos é coerente com os relatos de várias testemunhas. John Ragsdale, por exemplo, quando entrevistado por Donald Schmitt disse "Eu tenho certeza que havia corpos... corpos ou bonecos". Vern Maltais (amigo de Grady Barnett) disse, relatando o que ouviu do amigo, "Suas cabeças eram lisas... sem sobrancelhas, sem pálpebras, sem cabelo". Gerald Anderson disse "Eu pensei que eles fossem bonecos de plástico... não achei que fossem de verdade".
Conclusões
Toda a discussão sobre o que aconteceu em Roswell gira em torno de informações obtidas de testemunhas. Estas testemunhas guardaram suas histórias por mais de trinta anos, só aparecendo após o assunto receber destaque na imprensa e, em alguns casos, apenas repassavam relatos ouvidos de terceiros. O longo espaço de tempo entre o incidente e os relatos inevitavelmente diminui a sua exatidão e algumas testemunhas, como os filhos de Mac Brazel e do Major Jesse Marcel, eram crianças na época. Além disso, todas as testemunhas eram moradores de uma região rural dos Estados Unidos na década de 40, imersos na comoção generalizada causada pelo primeiro relato de um UFO. Obviamente, é preciso considerar esses relatos com bastante cuidado.
A única evidência material de autenticidade comprovada é o conjunto de fotos dos destroços com o Major Marcel, publicadas em 1947, que não mostram nada excepcional (por causa disso, alguns ufólogos defendem que o que aparece nas fotos não são os verdadeiros destroços).
Mesmo assim, ainda são muitos os que defendem que Roswell constitui a maior conspiração da história, mantida por mais de 55 anos. Realmente, se uma nave caiu em Roswell, é de se admirar a capacidade do governo americano de manter secretas por tanto tempo todas as provas do fato, especialmente considerando a quantidade de publicidade que o assunto recebeu nas últimas duas décadas. Afinal de contas, após tanto tempo, tudo que os defensores dessa teoria conseguiram foram depoimentos imprecisos, documentos forjados, encenações de autópsias e especulações.
: FIM :
Máteria gentilmente cedida por Alexandre T. Castro, do site Projeto Ockham

Pedra encontrada em Roswell pode ser de origem ET

Uma pedra com propriedades magnéticas incomuns, com marcas profundas que parecem ser as fases da Lua, um eclipse solar e a representação de uma supernova, foi descoberta nos arredores de Roswell, Novo México, assustando os investigadores, cientistas e todos que a examinaram. Se for provado que esta pedra é de origem extraterrestre, será a segunda vez em menos de um século que a área de Roswell se envolve com contatos do espaço. Sam D. LaGrone, prefeito de Roswell, e que de fato viu e tocou a pedra declarou: “É uma pedra muito estranha. Toquei nela, a senti e não identifiquei como poderia ter sido produzida”, completando que ela é mais um elemento que evidência o mistério que envolve a cidade, o Caso Roswell, mesmo 61 anos depois e que supostamente foi acobertado pelas autoridades militares.
Esta é a pedra encontrada perto de Roswell com inscrições parecidas com a de um círculo inglês ou alguma mensagem intergaláctica
Esta é a pedra encontrada perto de Roswell com inscrições parecidas com a de um círculo inglês ou alguma mensagem intergaláctica

Documento do FBI cita oficialmente captura de ovnis em Roswell


O FBI publicou nesta segunda-feira um documento que aparentemente prova a captura de ovnis no famoso caso de Roswell, no Novo México.
Segundo o documento, na data de 29 de março de 1950, um investigador da força aérea norte-americana relata o encontro de três discos voadores, que seriam ovais e com uma protuberância no centro (bem como nos filmes de ficção científica que tratam do assunto), com cerca de 15 m de diâmetro.
O documento, enviado pelo agente especial Guy Hottel à diretoria do FBI, está disponível na internet junto a milhares de outros documentos no novo sistema de pesquisa da agência chamado "The Vault".
O nome do investigador que teria descoberto os discos voadores e do agente a quem ele relatou o ocorrido foram rasurados no documento disponibilizado online.
Ainda de acordo com o documento, o investigador teria encontrado em cada um dos discos voadores três corpos semelhantes aos de um humano, mas com baixa estatura.
Os "seres" mediam cerca de 90 cm e vestiam roupas metálicas ultrafinas, segundo o que foi relatado.
Hottel informou  que o investigador disse acreditar que os discos voadores foram encontrados no Novo México "pelo fato de o governo americano possuir um radar muito poderoso na área e acreditar-se que os radares poderiam interferir no controle mecânico dos discos voadores".
A cidade de Roswell se tornou muito famosa depois de relatos de que um disco voador teria caído no deserto, perto de uma base militar, perto do dia 2 de julho de 1947.
Segundo diversas teorias, os corpos do alienígenas teriam passado por autópsia do exército americano, que teria encoberto o incidente.

Documento afirma que força aérea americana teria encontrado três ovnis no Novo México