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sexta-feira, 31 de maio de 2013

O Orelhão do Cemitério

Isso aconteceu agora dia 12/06. Fui ao cemitério visitar o túmulo de uma pessoa muito especial paramim, que depois que passou para o outro lado, tem me ajudado muito. Entrei no corredor, onde só havia silêncio, penumbra e um vento frio; ninguém vivo, além de mim.
Chegando diante do túmulo, chamou-me a atenção o fato de que os crisântemos azuis que eu havia levado numa visita anterior estavam ainda intactos, sendo que não existe água na floreira. Achei esse fato bastante curioso e resolvi deixar as flores onde estavam. Era hora do almoço e todos os funcionários, do escritório e da limpeza, estavam ausente, somente eu e as almas.
Na esquina dessa parede existe um telefone público, que de repente começou a tocar, tocar sem parar... outra vez achei aquilo estranho, mas esperei que aparecesse algum funcionário para atender. Tocou dez, vinte, trinta vezes... ninguém veio atender. Então me aproximei do orelhão, tirei o fone do gancho e disse; Alô!
Silêncio absoluto, do outro lado da linha... mas eu sabia, eu sentia que estava sendo observada por alguém. Não sentia medo, nem nenhuma sensação desagradável, apenas sabia que havia alguén do outro lado da linha me escutando, apesar do telefone estar mudo. Seria a pessoa a quem eu tinha ido visitar, me dando um sinal?
Saí do cemitério muito consolada, e com a convicção de que não estamos sós... alguém me ligou!

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