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sexta-feira, 31 de maio de 2013

Smells Like Children

A historia que venho contar aconteceu comigo no mês de dezembro de 2005 ou janeiro de 2006, não me lembro com exatidão. Não achei dela um acontecimento assustador, mas curioso e que - até o momento - não consegui explicar. De lá pra cá já perguntei a um monte de gente que não me deu uma explicação aceitável (os que acreditaram na historia, claro).
Sempre gostei e pesquisei vários tipos de estilos musicais e o rock, metal etc. Estavam nesse meio, mas nunca gostei de andar em grupinhos e vestir camisas de bandas ou qualquer coisa do tipo. Sempre ouvi sozinho e gosto do som pelo som mesmo, e não acredito muito na pura eficácia de artistas que fazem pacto com “o coisa ruim”, musicas com mensagens subliminares e afins (quero deixar claro este detalhe). Acredito que tudo isso está ligado com a influência que os grupos e a mídia, principalmente, exercem sobre nossas cabeças e a capacidade que temos de ignorar ou não esta influência. Vamos aos fatos:
Eu naquela época visitava uma amiga que mora há mais ou menos uns 3 km daqui de casa, às vezes ia andando ás vezes não, para passar a ela alguns acordes de violão novos, já que ela tinha comprado um violão e estava começando. Não toco muita coisa, mas naquele momento ajudaria bastante a garota. Ela morava numa casa antiga, que pertenceu à avó (ou algo do tipo) com um irmão a mãe, e o pai. Naquela tarde ensolarada estávamos em casa apenas eu, ela e o irmão. Eu tinha comprado uns dois anos antes um, num sebo, um cd da banda Marilyn Manson, o ep Intitulado Smells Like Children, (na época eu tinha quase todos, mas hoje acho que o som da banda ficou chato) e estava ancioso para mostrá-lo a essa minha amiga, pois nesse disco não tem só musicas, tem também um monte de ruídos engraçados e umas faixas insanas (sem mais detalhes). E como ela adora novidades, pensei que seria uma boa ideia mostrar o som. Pois bem, eis o que aconteceu:
Cheguei, entrei, conversamos um pouco, e ela pediu que eu esperasse na sala, enquanto ela tomava banho. Mostrou-me dois discmans velhos ( ela ainda possuía esse maravilhoso aparelho) que estavam sobre o sofá e me disse que um deles estava com problemas, mas que ela não sabia identificar qual. Pediu que eu conferisse isso, pois era o  tempo que ela levaria para se arrumar e começarmos a praticar violão. Eu logo identifiquei qual era, pois o leitor estava nitidamente rachado e nele o disco ficava naquela situação: rodando e parando. Descartado este, fui para o próximo o qual leu e começou a rodar o disco tranquilamente. Comecei a ouvir a primeira faixa (não é uma musica, é uma espécie de intro para a faixa 2 e seu nome é"The Hands of Small Children") mas sempre quando esta acabava, ao invés de pular para a segunda, o discman parava. Eu voltei e escutei a mesma faixa oito vezes, na esperança de conseguir passar para a faixa 2 e seguintes e nada. Levei tanto tempo nessa tentativa, que ela terminou o banho, arrumou-se e veio até a sala. Eu a fiz ouvir a faixa mas expliquei a situação e ela disse que podiam ser as pilhas que já estavam velhas.
Concordei, então enquanto ela ia até a cozinha trazer pilhas novas, eu abri o compartimento de pilhas do discman, para tirar as antigas e acabei descobrindo que não havia pilha nenhuma lá. O discman não voltou a funcionar depois disso (alias, nenhum dos dois) nem com as pilhas novas nem com as antigas. Aliás, as pilhas antigas estavam dentro do outro. Nenhum dos dois funcionaram e até hoje ela nunca pode ouvir o disco. Aliás, hoje em dia ela é ateia, mas quando lembro dessa história ela tem um pouco de medo .
Não tenho mais este disco, ele caiu no chão e quebrou, tava velhinho e arranhado.

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